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A HISTÓRIA DO VIDRO
O vidro é uma das descobertas mais surpreendentes do homem e sua história é
cheia de mistérios. Embora os historiadores não disponham de dados precisos
sobre sua origem, foram descobertos objetos de vidro nas necrópoles egípcias,
por isso, imagina-se que o vidro já era conhecido há pelo menos 4.000 anos antes
da Era Cristã.
Alguns autores apontam os navegadores fenícios como os precursores da indústria
do vidro. A origem teria sido casual: ao preparar uma fogueira numa praia nas
costas da Síria para aquecer suas refeições, improvisaram fogões usando blocos
de salitre e soda.
Passado algum tempo, notaram que do fogo escorria uma
substância brilhante que se solidificava imediatamente. Estaria então descoberto
o vidro que, com sua beleza, funcionalidade e múltiplas aplicações, passaria
definitivamente a fazer parte do cotidiano de todos nós.
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A HISTÓRIA DO ALUMINIO
Há
mais de sete mil anos, os ceramistas da Pérsia fabricavam vasos de barro com
óxido de alumínio (conhecido atualmente como alumina) e, trinta séculos mais
tarde, os egípcios e babilônicos utilizavam outro composto similar em seus
cosméticos e produtos medicinais. No entanto, a real existência e funcionalidade
do alumínio ainda eram desconhecidas.
Os rumores eram de que o alumínio fosse proveniente de colisões de átomos de
hidrogênio durante a formação do sistema solar. A história do alumínio, porém, é
recente.
Em 1808, o químico inglês Humphrey Davy finalmente conseguiu provar a existência
do alumínio e, pouco tempo depois, Hans Oersted, físico alemão, conseguiu
produzir pequenas quantidades do metal. Em 1869, um grande avanço na produção
permitiu que o custo baixasse de US$ 545 para US$ 17 o grama, quase o mesmo
valor da prata. Nesta época, o alumínio decorou até a mesa da corte francesa, a
coroa do rei da Dinamarca e a capa do Monumento de Washington.
Começou, então, a existir a necessidade de ter uma grande quantidade de produção
a um preço muito baixo para que o alumínio pudesse ser um metal de primeira
categoria. Em 1880, ele era considerado semiprecioso, mais raro que a prata.
Então, o professor americano Frank Jewett mostrou aos seus alunos do Oberlin
College, de Ohio, um pequeno pedaço de alumínio e afirmou diante de todos que
quem conseguisse, de alguma forma, explorar o metal ficaria rico. Um de seus
estudantes, Charles Martin Hall, que vinha realizando experiências em um
laboratório improvisado desde os 12 anos de idade, continuou suas pesquisas
depois de formado e aprendeu a fazer óxido de alumínio: a alumina.
Em 1886, Hall colocou em um recipiente certa quantidade de criolita com alumina
e passou uma corrente elétrica. O resultado foi uma massa congelada, que ele
trabalhou com um martelo. Várias partículas de alumínio se formaram, dando
origem a um dos metais mais utilizados na história.
